Hoje é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Data marcada pela luta dessas personagens que a cada dia mostram o quanto são fundamentais na sociedade, quebrando o esteriótipo imposto ao longo da história pela sociedade machista.
Aqui em Sergipe poderíamos citar tantos nomes... Mulheres que superaram as suas limitações e provam que é possível ser um agente modificador. Recordo-me que um dos primeiros textos publicados no blog trouxe a história da jornalista Heloisa Rocha. Hoje vou recontá-la. Essa é a nossa forma de dizer as todas as mulhes sergipanas que tem alguma deficiência: Parabéns!!!
Jornalismo e Inclusão Social, um caminho possível
Nossa personagem é a jornalista Heloisa Rocha. O material a seguir é uma auto-biografia.

Heloisa Rocha nasceu no dia 1 de setembro de 1984, em Aracaju-SE. Por conta de um número elevado de fraturas ao nascer, os médicos constataram que o bebê era portador de Osteogênise Imperfeita - uma doença genética relativamente rara (atinge em média 1 a cada 21.000 nascidos) que provoca principalmente a fragilidade dos ossos.
Por conta da sua extrema fragilidade, os seus pais tiveram que ter o maior cuidado com a criança até os seus cinco anos de idade, no qual uma simples amamentação no peito podia lhe causar uma trinca em algum osso do tórax. Dessa forma, muitos médicos acreditavam que a criança não sobreviveria por muitos anos.
Aos 7 anos, Heloisa e seus pais sentiram necessidade de alfabetizá-la, e por isso contrataram uma professora particular para lhe ensinar a ler e escrever. Contudo, a menina sentia necessidade de ir para um colégio regular e conviver com outras crianças de sua idade. Seus pais a matricularam em um colégio, em sua cidade natal, que tinha como filosofia “educar com a arte”. Muito cautelosos, os seus pais combinaram com a direção do colégio que Heloisa freqüentaria as aulas uma vez por semana, como forma de adaptação, e nos demais dias ela teria aula em casa.
Para a surpresa de todos, Heloisa se adaptou muito bem ao colégio, à turma e a metodologia. Muitos colegas pediram a participação da menina diariamente. A partir do segundo semestre da 1ª série, Heloisa passou a freqüentar o colégio regularmente e normalmente, e ficou por lá até a sua 8ª série.
Ás vésperas de seguir para o ensino médio, a jovem, agora com 16 anos, sentiu a necessidade de se matricular em um colégio maior, mais puxado e que tivesse uma boa preparação para o vestibular. Após pesquisar alguns tradicionais colégios de Aracaju, Heloisa optou pelo COC – Colégio São Paulo devido a sua boa equipe de professores e instalações modernas que lhe davam acessibilidade a todos os pontos da escola, coisa que seu antigo colégio não lhe proporcionava.
Após 3 anos estudando no COC, Heloisa prestou vestibular em duas universidades de Sergipe: a UNIT – Universidade Tiradentes (particular) e UFS – Universidade Federal de Sergipe. Na Unit, a jovem passou em jornalismo no 15º lugar e na UFS ela ficou 5º excedente. Por conta da boa estrutura que a Unit lhe proporcionava, coisa que a federal e escolas públicas não oferecem as pessoas com deficiência, a jovem decidiu estudar lá. No final de 2007, aos 23 anos, Heloisa se tornou bacharel em comunicação social, com habilitação em jornalismo. Após a graduação, a jovem jornalista sentiu necessidade de continuar seus estudos, pois o mercado de trabalho lhe exigia e sua cidade não possuía uma especialização ao seu nível desejado.
Em 2008, Heloisa deixou sua cidade natal e veio morar em São Paulo. Atualmente, ela cursa uma pós-graduação de Comunicação Jornalística na Faculdade Cásper Líbero.
Além da sua trajetória estudantil, Heloisa também é formada em inglês pelo CCAA. Tendo iniciado o curso com 12 anos e concluído no primeiro semestre de 2006, a nível máster.
Na carreira profissional, Heloisa é voluntária de uma Ong ISocial (www.inclusaosocial.com), que tem como objetivo de ser um informativo para as demais Ongs e Instituições do Terceiro Setor de Sergipe. Atualmente, ela possui uma coluna semanal no site, onde fala sobre a vida da pessoa com deficiência no Estado de São Paulo.
Heloisa também estagiou no ITP – Instituto de Tecnologia e Pesquisa na área de assessoria de comunicação e foi estagiária de rádio-escuta da Prefeitura Municipal de Aracaju. Por fim, ela mantém o site Acesso Especial (www.acessoespecial.com.br), projeto que defendeu em sua conclusão de curso, e pretende torná-lo profissional e conhecido em São Paulo.
Primeiramente, eu quero agradecer a homenagem. Sicenramente, eu não esperava me deparar com o texto num dia tão especial para nós mulheres. Segundo por me fazer recordar desse texto (rsrs), quanto tempo! Aliás, que precisa ser atualizado (rsrs). Só quero dizer parabéns à todas mulheres, independete de possuir ou não algum tipo de deficiência, por ter conseguido alcançar um espaço igualitário na sociedade. E que assim como tantas histórias que vemos, lemos e ouvimos, que todas e todos se motivem a conquistar seus sonhos, ideais e fazer desse mundo um espaço melhor. Ah! Um beijo e abraço à todos meus conterrâneos estou morrendo de saudades da terrinha; "Ajucity" sempre estará no meu coração!
09/03/2010 00:13:54
Pois é Heloisa, muita coisa já aconteceu nesse perído. Então que tal você nos enviar novas informações? rsss Abraço
Olha diante de tantos acontecimentos no mundo, temos que ver o lado positivo, e tem muitos exemplos bons de superação, parabens Heloisa.
08/03/2010 10:23:07
Ela é mesmo um excelente exemplo...







(Foto: Yahoo)